A morte de um popular morador (Mark Duggan, 29 anos) do bairro de Tottenham, assasinado pela polícia, ao norte de Londres, serviu como estopim para que os moradores expressasem suas insatisfações frente à pobreza, desemprego e negligência por parte do governo. De forma semelhante ao que ocorreu na Tunísia e no Egito no começo de 2011 (primavera árabe) as mobilizações foram organizadas através do uso da tecnologia. Redes sociais como Twitter e Facebook foram essenciais para a comunicação dos principais agentes das manisfestações, jovens em sua maioria. Isso é atestado de que a internet tem tido um papel crescente história e no desenvolvimento da humanidade.
Os governos dos países nos quais cocorreram essas manifestações, ao sentirem-se ameaçados pelo poder de dissipação das redes sociais, passaram a considerar monitorar e até bloquear tais sites para ter maior controle sobre a população. É o que o está propondo o primeiro ministro inglês, o conservador David Cameron. Além de ser um atentado à liberdade de expressão, é também uma tentativa de cercear a privacidade e direitos dos indivíduos ferindo, portanto, os princípios da democracia, o que incondiz com o posicionamento da Inglaterra em relação às atitudes de outros governos autoritários, arbitrários, e opressivos como o do Irã.
Link das fontes:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o-papel-da-midia-na-consolidacao-da-democracia
http://br.noticias.yahoo.com/violência-aumenta-em-londres-após-3-noites-protestos-201654450.html
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/entenda-em-cinco-passos-os-tumultos-em-londres
Bruna Giordano e Luiza Nejme
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