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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tudo é relativo?

A legitimidade do uso das redes sociais é inalienável. Porém, é claro que se tal uso produz efeitos não condizentes com os interesses das classes dominantes ele será discriminado e logo relativizado. O uso das redes sociais permitiu a Primavera Árabe e logo elas foram quase que canonizadas como meios revolucionários de democracia e evolução social, inclusive pela Inglaterra. Permitiu algumas manifestações no Brasil que, ainda que módicas, elevam a moral e trazem esperança à um povo acostumado à indiferença social e ao conformismo político. Mas bastou que as redes socias permitissem a expressão inevitável da decadência do modo de vida consumista ocidental para que as redes sociais fossem demonizadas e a possibilidade de seu bloqueio fosse cogitada. A ilicitude do plano do Primeiro Ministro inglês é óbvia para qualquer passante sensato e destoa ainda mais vindo da terra mãe da sociedade moderna que tem como um de seus pilares fundamentais a liberdade de experessão. Enquanto os atos de vandalismo são ilegais e de fato condenáveis, a organização social por mídias digitais não o são.

Passado o debate sobre o que pode ser descrito como um rompante autoritário e descabido de uma voz conservadora, seria interessante se deter na discussão sobre o porquê que jovens de um país desenvolvido se organizam e agem com tamanha agressividade por razões apolíticas. Para iniciar tal dabate segue o link de uma reportagem do jornal online da BBC que elucubra sobre isso. Não é mera coincidência que nessa lista apareça as redes socias como possível motivo, é um perfeito exemplo de como é importante conhecer as fontes de informação e a posição política desses veículos.

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