O direito de liberdade de expressão deve ser assegurado a todos. Triste ver o fato de que um país como a Inglaterra, defensor dos direitos humanos, economicamente forte, um dos países líderes da Europa etc., retroceda desta maneira. A censura nos desperta arrepios, nos faz lembrar-se da tão combatida ditadura. Censura não condiz com democracia. É ilógico punir todos os residentes no país pelo comportamento de alguns. Os vândalos e rebeldes que andam causando prejuízos aos cofres públicos ingleses ao deteriorar o patrimônio, estes sim devem ser reprimidos, sendo julgados devidamente e possivelmente sendo encarcerados.
Não se deve censurar, mas sim, investigar os criminosos, através até mesmo de tais redes sociais. Cabe aqui, uma ressalva. Não estamos falando de quebra de e-mails, o que configura invasão de privacidade. Estamos falando de policiais acessarem as informações livres que foram dispostas na internet. Ora tal forma de combate é comum nos dias de hoje. Policias entram em chats (bate-papos) e ao interagirem com suspeitos, muitas vezes, conseguem apreender um pedófilo, ou mesmo, um traficante de armas ou de animais. Ora, se os protestos foram feito pelo Twitter ou Facebook, e há usuários dizendo em tais meios que haverá depredação em X, Y, Z lugares, os policiais podem simplesmente ler tal informação e ir até o local, tentando evitar o feito. Por “ler tal informação” não entenda como fiscalização, monitoração ou violação, mas sim, o acesso irrestrito a tal página disponibilizada para todos os usuários de tal meio virtual. O leitor deve ter se cansado ao ler este trecho, porém atento ao fato da necessidade do uso correto das palavras quando se debate tal tema, para que não se tenha uma impressão errada do que este comentário deseja passar.
Podemos descrever o episódio de três formas: estupidez, retrocesso e hipocrisia. Os dois primeiros termos já foram explicados anteriormente. O terceiro dá-se devido ao fato de que quando ocorreram os protestos no Egito, China e Coréia do Norte, os próprios ingleses (dentre eles, representantes de alto escalão do governo) criticaram fortemente as atitudes de tais governos ao proibir as redes virtuais.
Por fim, é triste ver o retrocesso que possa haver na Inglaterra. O diálogo - e não a censura - é a única forma de tentar solucionar problema. Esperamos que com toda a pressão social, o governo inglês não tenha tal atitude de censura.
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